sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O medo.

O medo.

Medo é a sensação que proporciona um estado de alerta evidenciado pelo receio de se fazer alguma coisa, geralmente por conta de uma ameaça, física ou psicológica. Pavor é a sua ênfase.

Dimana de estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença). De início, há resposta fisiológica do organismo por meio da liberação de hormônios do estresse (adrenalina, cortisol), de modo a preparar o indivíduo para lutar ou fugir.

A ansiedade é-lhe precursora. Teme-se de forma antecipada o encontro com a situação ou o objeto supostamente causador do dano. Numa escala do medo, pode-se dizer, o máximo é o pavor e o mínimo a ansiedade leve.

A fobia é o seu estágio doentio, pois que compromete as relações sociais e é causa de sofrimento psicológico.

Shakespeare já o tratava de forma singular:

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.

Morre mil vezes o covarde vil
Antes da morte; o bravo, uma vez só.
De tudo o que é espantoso neste mundo,
Nada me espanta mais do que o temor;
Pois que a morte, este fim inevitável,
Virá quando virá.

E não adianta se aperrear.

Sujeito desligado

Eu sou um sujeito muito desligado. Não é que fui votar com uma camisa azul. Pois bem, votei em Dilma e no caminho pra casa encontrei com Saulo, colega da Receita. Ele olhou pra mim e disparou: Benedito, fostes votar em Aécio? E eu retruquei: Não, votei em Dilma. Aí percebi a mancada. Pelo menos voto no Mather Christi onde a maioria é coxinha. De maneira que o azul choveu no molhado. Voltei rapidinho e tirei a maldita. Em compensação consegui dois votos de indecisos, hoje.
Tenho plena convicção de que Dilma ainda é o melhor para o País. Já disse diversas vezes e volto a dizer: a retirada de milhares de Brasileiros da zona de miséria, por si só, já é motivo suficiente para manutenção do governo do PT. E Lula é o cara. Nordestino, retirante, pinguço e conversador de merda, mas que em oito anos mudou a face desse país, não obstante Miriam Leitão. Procure um “quarto 19”, Miriam Leitão, e se afunde por lá. Além de tudo, fraca de feição.
No treino de hoje, bati um papo com o sujeito que vende coco na praça da Várzea. Carrinho vermelho novinho da silva, com seguro e tudo. No tempo de FHC, vivia tomando onde Luzia tomou na capoeira. Alternância de poder? Conversa pra Mococa dormir. O problema é a abordagem: Dilma=povo, Aécio=números. E vai procurar uma barriga Armínio Fraga.
Ontem fiz treino duplo: 13 Km de corrida + 25 de Bike. Hoje, corri 29 Km, com folga pra mais. Melhor do que isso é cantar música de Marisa Monte em KaraoKê . Segue link do percurso de hoje: https://www.endomondo.com/workouts/429609333/1682336 e duas “selfies”.

Maratona de São Paulo 2014

A maratona.
Mestre George como já tinha comprado a passagem foi também. Apenas um dia em São Paulo. Descida em Guarulhos. Ônibus até Tatuapé. Metrô até a Paulista e o resto a pé. O sol de rachar. Depois do Kit no Ibirapuera, um PF numa birosca perto do Hotel: Bife, arroz, feijão, batata frita e salada de alface. Lá pelas 15hs, passeio na 25 de março. O esquema foi o seguinte. Metrô na Brigadeiro, Paraíso e São Bento. São Paulo é uma cidade muito esquisita. O povo vive feito tatu. Deus me livre. E ainda muitos querem ser grande coisa. Com a falta de água virará um Saara decerto. Não quero discriminar, mas morar pelas bandas de cá é bem melhor. Não tem comparação. Povo de roupa. Muita roupa e muita banha. Pois o homem não é produto do meio? Pois o meio, começo e fim (nessa ordem) na cidade da Garoa não estão nada bem. Até pra comer haja dificuldade. Com certeza deve haver restaurantes de primeira categoria, mas tudo muito específico, caro, inatingível. Diferente da cidade maravilhosa, pelo menos na zona sul. O que se vê com efeito é uma birosca em cada esquina servindo PF (e isso nos jardins) .
O quarto do hotel não abria a janela. Ar condicionado central. Cheiro de mofo. Maratona tem dessas coisas. Há que se enfrentar. O jeito foi tomar um "calmantezinho", de leve. Acordei-me de "supapo", por conta do horário de verão. O café do Hotel até que estava bom. Banana, pão e café. Não convém inovar. Lembro certa vez na cidade maravilhosa comi bolo de laranja na saída maratona. Além de azia infernal ainda me submeti a banheiro químico e ao fedor que lhe é peculiar. Com sinceridade: se der pra aguentar é melhor não o enfrentar, pois que o cheiro pode matá-lo. Não sei por que os corredores deixam pra cagar na saída da prova. Tenho leve impressão seja ansiedade. Não há sentido todavia, já que não se ganha nada . . .
Esse ano mudaram o percurso. Horrível. Um vai e vem dos diabos. E o sol. O astro rei é capítulo à parte. “Que venha a manhã, Com brasas de satã, O dever É vosso ardor”. Pois foi assim, satã jogou brasas no asfalto, do começo ao fim. Ainda bem que por essas bandas de cá ninguém vive dentro de buraco, de modo que apesar da reclamação vai-se adiante.
Não sei por que gosto mais do Rio. Why? Acho que cidade tem aura. Será? Até as mulheres são mais gostosas. A afirmação é desprovida de comprovação. Haveria que haver um estudo antropológico e etc . e coisa e tal. Só no “olhômetro” a coisa fica difícil. Mas deixo essa coisa de prato feito pra lá. Depois da maratona, procurei saber o preço do self-service do restaurante do Hotel. Cinquenta e oito reais. Ptuz. Cinquenta e oito pastilhas. Se bem que era boca livre. Porra, e se come pra justificar preço? Subimos a Brigadeiro Luiz Antônio até a paulista com 36°. Andamos até o Paraíso e não encontramos nenhum restaurante. O jeito foi ir num Shopping.
Shopping é tudo igual. Em João Pessoa é um pouco diferente. Paraibano tem a gota de querer ser diferente. Acho que Pernambucano também tem disso.
Metrô, ônibus aeroporto e Avianca. Às vinte e três horas estava na Jornalista Guerra de Holanda.

Dúvida

Dúvida atroz. Fugi dos debates, não me interessei por nada ligado à eleição. Podem dizer a atitude é covarde, que o cidadão deve posicionar-se, coisa e tal e bla bla blá. Mas não se pode ir contra a natureza. O que se apresenta a mim não me apetece. Não enxergo mudança, a curto prazo, no cinzento do horizonte.
O ponto de partida da dúvida é sempre uma fé. Uma fé é o estado de espírito anterior à dúvida. Com efeito, a fé é o estado primordial do espírito. O espírito ingênuo e inocente crê. A dúvida acaba com a ingenuidade e inocência e, embora possa produzir uma fé nova e melhor, esta não mais será boa. A Dúvida pode ser, portanto, concebida como uma procura de certeza que começa por destruir a certeza autêntica para produzir certeza "inautêntica".
Mas que deixo a questão metafísica de lado, e parto da consolidação semântica. A dúvida de fato faz parte do âmago do ser humano, daquilo que constitui a parte caudalosa de sua essência. Ir ou ficar. Arriscar ou medrar. Ser ou não ser.
Sobre a dúvida:
- A dúvida é o principio da sabedoria.
- O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.
- É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida.
- É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos.
- Nenhum trabalho de qualidade pode ser feito sem concentração e auto sacrifício, esforço e dúvida.
- Que seja doce a dúvida a quem a verdade pode fazer mal.
- De todas as coisas seguras, a mais segura é a dúvida.
Em especial, Cecília Meireles:
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Hoje corri 28,5 km, numa boa. O joelho aguentou bem. Não tenho mais dúvida, agora, se irei pra maratona de São Paulo, próximo dia 19. Segue o link do percurso: https://www.endomondo.com/workouts/419102770/1682336
Estou em dúvida se vou votar a pé ou de bike.

Dia mundial sem carro

Dia mundial sem carro.

Como pra mim todo dia é dia sem carro, a rotina de hoje foi a mesma. Resolvi ir de ônibus pra o trabalho e filmar alguns trechos do percurso. A bosta do celular tá com velocidade reduzida e a filmagem foi em HD, de maneira que não deu pra postar no momento da filmagem.

Na volta, esperei em vão o Rio Doce – Dois Irmãos. I d´ont now what happened. Tem dessas coisas. Lá pelas 17:30, subi num Rui Barbosa. Como estava cheio, desci na praça do Parnamirim e engoli a estrada do encanamento andando: http://runkeeper.com/user/234297360/profile

Percebi mais carros hoje de que em outros dias. A coisa aqui com efeito não funciona. E tudo continua como antes no quartel de Abrantes. Até quando não se sabe.

Estou convicto de que a coisa mudava de rumo se os ônibus tivessem ar condicionado e limitação do número de passageiros. Não adianta viaduto, não adianta mudar sentido de rua, não adianta fazer ciclovia, não adianta porra nenhuma. A solução do problema passa necessariamente por transporte público de qualidade.

Vejam três pequenas filmagens nos seguintes links:
https://www.youtube.com/watch?v=hakUj6RQLSQ
https://www.youtube.com/watch?v=5KVGLYzzxRc
https://www.youtube.com/watch?v=oy0MDZDSH6c

Correr ou não correr

Correr ou não correr, “that is the question”. Pois não é que desde domingo o joelho direito dói. Não uma dor incapacitante; dorzinha leve, que se acentua quando passo muito tempo sentado ou deitado. Gelo, Joelheira com furo, Infra-Vermelho etc. Nada, absolutamente nada a diminui.

Na quinta, testei-a. Danei-me pra Brennand e corri 13Km. Doeu do começo ao fim. Mas não aumentou ao longo do dia. Daí concluí não havia gravidade. Mas 13 Km são 13 Km; 42 Km é outra coisa.

Como pretendo correr a Maratona de São Paulo, próximo mês, reluto em arriscar e foder- me de vez na maratona de hoje. Mas sabe como é cabeça. Quer sempre agir por si só.

Entregar-se ou não aos desígnios de afrodite, esta é a questão. Não é que o coração muita vez dói de forma constante. Dorzinha leve, mas não incapacitante. Acentua-se em presença de solidão.

Os testes espúrios,apesar de não a agravar, não são conclusivos.

Prudência é mote necessário, porém não se podem olvidar os sintomas da alma, pois que o importante com efeito é ser "feliz".

Tanto na corrida como no amor.

Loirinha chapinha.

Hoje corremos apenas 23 Km. Pra semana tem maratona, de maneira que é mais prudente aliviar. Mesmo porque não estou nos meus melhores dias. Mas aliviar é preciso. Há uns dois anos, ganhei um livrinho (nem sei onde está) que ensina a parar. Aprendi um pouco, depois esqueci.

A mesma coisa aconteceu com a meditação. Recebi o mantra de uma indiana e coisa e tal, fiz na sequência curso de respiração, comprei almofada e depois deixei pra lá. Mas que sujeito chato sou eu que não acha nada “engraçado”; e olha que nem sou Raul Seixas.

Morreu a comediante americana Joan Rivers. Era a Dercy Gonçalves de lá. Dia desses, assisti a show dela no HBO. Prezados, como o humor daquelas bandas é diferente do das bandas de cá. Não ri praticamente de nada. E olhe que ela era mais escrachada do que a diva de Madalena. Não sei não, mas pode ser o meu estágio evolutivo. Fala sério!

E a loirinha chapinha, calcinha jeans, pediu parada no Parque Amorim. O motorista entretido com discurso de que agora o Recife para de vez, esqueceu de abrir a porta. Aquele tico de gente deu uma porrada na lataria: Motorista, porra, eu pedi parada! Fiquei admirado.
Por estranha associação, lembrei de “A Luta pelo Direito”, de Rudolf Von Ihering:

O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo -, ele não poderá prescindir da luta. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das classes sociais, dos indivíduos.

Segue link do percurso: https://www.endomondo.com/workouts/404428104/1682336?state=cG9zdF93b3Jrb3V0X3RvX3RpbWVsaW5lOmZhbHNl