sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Conserto do lg

Hoje, mais 28 Km. George correu 30 Km, pois que saiu de casa. A mesma cantilena de sempre. Café com pão, bolacha não. E o sujeito me perguntou em quem eu ia votar. Respondi que em Dilma, mas sem paixão. De fato, voto no partido. No povão que melhorou de vida, apesar de não sabê-lo; de não entender, de não ter memória.
Esse mesmo sujeito elogiou FHC. Disse que o PT só fez o que fez por conta do plano Real. Sopesei que é melhor perder o voto do que o amigo e calei-me. E essa história de perder é muito interessante. A protestante prefere perder as “pregas” do que a virgindade. Não entendo por quê.
Tem gente que não perde a pose. E outros que não perdem a vez de ser inconvenientes. Esses são maioria.
E tem gente que não aguenta discussão. Afobam-se muito rápido. Confundem as coisas. Tenho vários “amigos” no face que o são apenas pró-forma. Ou seja, não mais interagem por conta de alguma coisa que os incomodou. Bobagem.
Essa semana fui ao Pina consertar o meu LG. Peguei o Beberibe-Derby e Rio Doce Candeias, na ida. Na volta, pra DRJ, o Boa Viagem – PE 15. Tudo muito tranquilo, não obstante o movimento paredista dos motoristas, que, aliás, acho pertinente. Quem já viu dar aumento e depois voltar atrás!?
Passei duas horas contadas de relógio na loja. Parecia o laboratório de Lucilo Ávila em frete da CELPE. Peguei ficha e tudo. Uma gordinha ao meu lado se vangloriava de suas idas às assistências técnicas. Escutei por uns minutos e depois cochilei. Vê se pode, pra dormir à noite é dificuldade . . .
Segue o link do percurso: https://www.endomondo.com/workouts/399951193/1682336?state=cG9zdF93b3Jrb3V0X3RvX3RpbWVsaW5lOmZhbHNl

batata doce

Hoje o treino foi de 28 Km, na “manha do gato” (6:30 min/km). Corremos eu, George e Jair. Fomos até a Zé Rufino e descemos até a Abdias. Percurso de sempre. Não se espere outra coisa de mim. Se sento em determinado lugar, pode crer que se ali eu voltar sentarei na mesma posição. Café com leite; pingo d’água. Não entendo ânsia desenfreada por mudança; pra mim, quanto mais estável, mais repetitivo, melhor.

Como batata doce diariamente. Não obstante o “estufamento” que sói acontecer quando associada a ovo, é alimento de primeira linha. O myfitnesspal faz elogio no lançamento da iguaria.

Especialista em gastronomia, assídua à JCNews, fala sobre coisas muito esquisitas. É de seu metiê, decerto. Causa-me admiração, pois que estou a anos-luz. Frugalidade é minha praia. Em tudo, aliás. Macaxeira, batata e inhame. Ovo, queijo branco e iogurte. Mamão, melancia, melão e maçã.

Semana passada, visitei a capital paulista. Peguei frio de rachar, na quinta. Noticiou-se, foi o dia mais frio do ano naquela cidade. Acostumado a andar de calção, estranhei pra burro. Muito esquisito viver-se “empacotado” o tempo todo. E triste. Pois é assim, o povo, pelo menos no metrô, não esboça nenhum sintoma de alegria, além de que é apressado; muito apressado. Pra morar, sem sombra de dúvida, as bandas de cá.

Segue o link do percurso: https://www.endomondo.com/workouts/396102538/1682336?state=cG9zdF93b3Jrb3V0X3RvX3RpbWVsaW5lOmZhbHNl

Calmo

Naturalmente, sou tranquilo. Acho-me inclusive um sujeito divertido. Gosto de comédia pastelão, de Mução e de Zé Lezin. Mas nada vai de encontro de forma tão ferrenha à minha “áurea” parcimoniosa como fila de supermercado.

E a mulher (geralmente é mulher cujo corpo se ressente dos efeitos nefastos do tempo e da extravagância) vai e volta diversas vezes: O Sr. pode tomar conta de meu carrinho? Esqueci a margarina . . . Já outra começa a lhe empurrar disfarçadamente, com pequenos toques __ como se a atitude surtisse algum efeito no tempo de espera!

O pior tipo é o que leva a lista de promoções de outro supermercado. Aí não há quem aguente. A discussão gira sempre em torno de alguns poucos reais; e se chama o gerente, e se bate boca com o caixa, é um “buluçu” dos diabos.

Essa semana tive de enfrentar um. A discussão se prolongou por mais de uma hora. Já estava de agonia. Depois de tudo, a figura me doou a lista de promoções: faça bom proveito. Não é que olhei a “maldita” de cabo a rabo!? Não encontrei todavia nenhuma mercadoria com preço mais em conta.

Tijolão

Há alguns anos, no tempo dos “tijolões”, fui criticado por portar um em sala de aula. A mestra disse-me que era amostração. Hoje todo mundo tem celular e depende dele. Ontem, o meu pifou de vez. No começo, agoniei-me, pensei na agenda, no Watsapp, nas mensagens etc. Aquilo de fato me afobou. Foi passando, passando, passando, e aí percebi que não é tão grave assim.
Hoje corri a meia maratona de João Pessoa. Corrida muito organizada, com chip descartável e tudo mais. O percurso foi o mais difícil que já fiz. Várias subidas quilométricas. O sol estava de lascar. Mas, modéstia à parte, me saí bem (1:55hs), não obstante ter corrido a maratona do Rio domingo passado e 19 Km ontem.
Essa semana assisti no Youtube algumas aulas espetáculo de Ariano Suassuna. Dei boas risadas. Gostei da história da mulher rica que dividia as pessoas em dois grupos: as que já tinham ido à Disney e as que não. Muito interessante.
Ainda estou em dúvida se voto em Dilma ou não. Particularmente, acho ela muito fraca e algumas posições do PT sem sentido, verbi gratia convocar o embaixador em Israel. Seria melhor se preocupar com os nossos presídios e com a miséria que ainda assola boa parte da população.
Não entendo por que boa parcela da classe média tem horror à presidente entretanto. Ora, a olhos vistos, houve melhora significativa do status quo no governo do PT. Se há desmandos, vamos ver o que ela diz, vamos comparar com o que dizem Eduardo e Aécio (eita falta de opção da porra).
Tem muita gente postando muita besteira no face. Às vezes, de forma ofensiva. Na minha concepção, não vale nada, ou melhor, pouco influencia a tomada de decisão.
Amanhã, volta às aulas. Trânsito infernal. Retorno à bike e ao Cassiterita. Socialista sou eu.

Maratona do Rio 2014

E foi assim. Semana passada, já prevendo a dureza que seria a maratona do Rio, não fiz longão. Mas corri 15 Km no sábado, pedalei 40Km no domingo, corri 10Km na terça, na quarta e na quinta, mas bem devagar. Na quinta mesmo, à noite, comecei a sentir a parte posterior da coxa esquerda. Pensei comigo: puta merda, a três dias da maratona . . .
Passei a sexta-feira, já no Rio, de coxal, mas mesmo assim a perna não parava de doer. Aquilo foi-me botando medo. No sábado, comecei a sentir também a perna direita. Passei o dia todo repousando. Como só levei um coxal, danei-me pra o Rio Sul pra comprar um par. Não tive sorte. Nenhuma loja de materiais esportivos, naquele shopping, vende o acessório.
Decidi correr sem ele. No começo da prova, fui pisando em ovos, com medo danado de quebrar. Já tive problemas com o mesmo músculo, há uns dois anos. Quando o “bicho” trava não dá nem pra andar.
Lá pelo km 20, já meio anestesiado, percebi que a dor não mudaria de estágio. Aí fui pra o abraço e aumentei a velocidade; corri os últimos 20Km num passo abaixo de 6 min por quilômetro. Cheguei dando salto mortal . . .rsrsr Ainda andei 1,5 km até o Hotel, na chuva, diga-se de passagem.
Com efeito, não sigo planilha, nem corro me preparando pra nenhuma corrida. Corro porque gosto, porque me faz bem. De maneira que não passa pela minha cabeça cobrança para dar certo em virtude de treinos. Isso não. Mas se há de convir, comprei passagem, reservei hotel, criei toda uma expectativa, não seria “justo” morrer na praia. Eita, lembrei da conversa do justo e do certo. Pois que nem tudo que é justo é certo, e geralmente o que é certo não é justo. Mas isso é outra história. Tergiversei.
A corrida do Rio é especial. Nunca vi tantas mulheres bonitas por metro quadrado em minha vida. Grupinhos de duas, de três. Atarracadas. Rabos de cavalo a balançar de um lado pra outro. Um encanto.
Mas que volto aos prolegômenos. Na primeira noite no Hotel uma coisa me incomodou bastante. Uma “pingueira” em cima da caixa do ar condicionado. As 23h da sexta, resolvi trocar de quarto. Não consegui. Mudei no sábado.
Programei o despertador para as 4:30hs. Não é que o meu LG “faiou” e eu, cansado da noite anterior, só me acordei às 5:05hs! Levantei-me de “supapo’, coloquei os apetrechos, comi duas bananas, uma fatia de pão integral, corri pra o restaurante, que já estava aberto por conta dos corredores, tomei uma xícara de café e danei-me pra o aterro. A organização da maratona disponibiliza ônibus que saem do Flamengo até o Recreio dos Bandeirantes, local do começo da prova. O último entretanto estava previsto pra sair às 5:40hs.
Na pressa, esqueci da capa de chuva que adrede comprei no atacado dos presentes. Quando senti o lombo molhar, pois que estava chovendo, corri de volta pra o Hotel. Peguei a chave, corri pra o quarto, peguei a capa. Danei-me pra o aterro, correndo. Já perto dos coletivos, percebi que não estava com o cartão de embarque que vem com o kit. Retornei pra o Hotel. Fui no restaurante, perguntei sobre o cartão, a copeira disse que o tinha jogado no lixo. Pedi que o procurasse. Ela foi e o encontrou.
Com o cartão na mão, perguntei a hora: 5:35 hs. Me fodi. O jeito era pegar um táxi. E tinha? Chovendo, nenhum filho da puta queria parar. Fui até o Largo do Machado. Nada. Até que encontrei um corredor que estava esperando dois outros colegas e me ofereceu uma vaga no carro em que iam. Alertou-me, entretanto, que devido à grande quantidade de corredores, poderia ser que ainda estivesse saindo ônibus.
De maneira que corri feito louco e consegui pegar o último. O último. Cheguei quase na hora da largada.
O prazer que dá correr 42 Km numa cidade como o Rio vale tudo isso.

Psicólogo

Não acredito a maneira como uma pessoa se sente e se comporta reflita traços fixos formados no cerne da personalidade. De maneira que nunca gastei um só centavo com tratamentos dispendiosos e demorados que ao final não levam a nada. Prefiro cuidar dos receptores das emoções.
Vou com renomado neurocientista que assim se expressou:
“Eu penso sobre meus sentimentos, minhas motivações. Falo com meu terapeuta sobre eles, e finalmente saio com uma história que parece fazer sentido, que me satisfaz. Eu preciso de uma história para acreditar. Mas será verdade? Provavelmente não. A verdade real está em estruturas como meu tálamo, hipotálamo e amigdala, e a isso eu não tenho acesso consciente, não importa o quanto sonde meu interior.”
Não engulo tratamento exageradamente cortês. Pra mim, é cortina. Geralmente, a persona atrás da gentileza não é nada confiável. As palavras amigáveis não significam nada se o corpo parece dizer algo diferente.
Muita vez me tacham de obtuso.
Segundo Leonardo Mlodinow, há duas maneiras de se chegar à verdade: a maneira do cientista e a do advogado. Os cientistas reúnem evidências, buscam regularidades, formam teorias que expliquem suas observações e as verificam.
Os advogados partem de uma conclusão acerca da qual querem convencer os outros, e depois buscam evidências que a apoiem, ao mesmo tempo que tentam desacreditar as evidências em desacordo.
A mente humana foi projetada para ser tanto cientista quanto advogado, tanto um buscador consciente da verdade objetiva quanto um advogado inconsciente e apaixonado por aquilo em que quer acreditar.
Acreditar no que você quer que seja verdade e depois procurar provas para justifica-la não parece ser a melhor abordagem para a tomada de decisões. Mas a seta casual nos processos de pensamento humano tende de forma consistente a partir da crença para a evidência, e não virce-versa.
Pode-se dizer o cérebro é um bom cientista, mas é um advogado absolutamente brilhante.
Eis a razão por que se toma tanta decisão errada nessa vida.

Cada um com sua realidade

Cada um com sua realidade. Em vez de “madeleine” , bolo bacia. O famoso bate entope. Mas não é ruim não; com coca-cola geladinha então . . . Há alguns anos, feijoada. No começo do Pina, nos tempos da “Soparia”, onde os “maconha” se encontravam, havia diversas casas especializadas na iguaria. Antes, uma ou duas lapadas de pitu, pra esquentar; passava-se a tarde “lesinho”.

Lembrei-me do assunto ao passar em frente ao “Bar do Biu”, na CDU, que persiste na gordurosa comida. Obstáculo, aliás, que há alguns anos sequer se cogitava. Quem arrastou chinela pela UFPE , decerto deve ter enfrentado os intestinos do “Bar da tripa” e os bofes da “buchadinha”. Tudo isso regado com muita cerva e tragadas de continental; às vezes, gaivota.

Fazendo-se breve levantamento, tá todo mundo praticamente numa boa. Inclusive, alguns correm maratona.

Bertrand Russel, citado essa semana em vídeo, morreu perto dos 100. Fumou por 70 anos. Indagado sobre o efeito do tabaco, respondeu que nunca tivera problemas; muito pelo contrário: o hábito de fumar ter-lhe-ia salvado a vida. De fato, perto dos oitenta anos, o grande filósofo sobreviveu a um acidente aéreo, porquanto se sentou na ala reservada aos fumantes. Coisas da vida.

De maneira que, é o que resta concluir, deve-se avaliar com parcimônia as cautelas excessivamente excessivas.

Hoje, Treino de 24 KM. Segue link do percurso e fotos tiradas na mata contígua ao Açude São João. Daqui a pouco tem Brasil e Holanda.
https://www.endomondo.com/workouts/371764254/1682336?state=cG9zdF93b3Jrb3V0X3RvX3RpbWVsaW5lOmZhbHNl