terça-feira, 28 de setembro de 2010

Maratona de Foz de Iguaçu!

Chegada em Foz sexta-feira, às 14:30hs. Descanso, para logo após descobrir o BIG, supermercado que faz parte do Walmart. O bomclube está chegando por lá agora. O que vale uma idéia, não é?
Sábado pela manhã, Ciudad Del Este, no PY. Lotação num táxi Paraguaio __ caindo aos pedaços __ para atravessar a Ponte; o motorista, um ladrão. Aliás, a cidade é um antro: do camelô ao dono de loja, são todos ladrões. Uma zorra total.
À tarde, SESC. Palestra, conselhos de Wanderley Cordeiro etc. Muito Legal
À noite, insônia total. Para mim. Pensei até em desistir.
Domingo, Itaipu.
Corrida muito organizada; equipe de apoio fantástica, percurso maravilhoso. Muito boa mesmo - corre-se 11 Km dentro do Parque das cataratas. George acabou com 4:13hs. Poderia ter chegado com um tempo bem menor, com certeza. Preferiu curtir o percurso. Eu, com 4:17hs, freqüência média de 156 bpm, malgrado as ladeiras, reclamar de quê?
Vejam as fotos e os detalhes do Connect:






terça-feira, 21 de setembro de 2010

Maratona de Foz!

E os treinos continuam. Domingo, maratona de Foz do Iguaçu. Infelizmente, não estou tão preparado, ou seja, ainda não vai ser dessa vez que terminarei com tempo abaixo de 4 horas. É muito difícil conciliar os treinos com o trabalho.
Vejam os detalhes dos últimos treinos:




sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Alberto de Oliveira!

Era um hábito antigo que ele tinha:
entrar dando com a porta nos batentes
— "Que te fez esta porta?" a mulher vinha
e interrogava... Ele, cerrando os dentes:

— "Nada! Traze o jantar." — Mas à noitinha
calmava-se; feliz, os inocentes
olhos revê da filha e a cabecinha
lhe afaga, a rir, com as rudes mãos trementes.

Uma vez, ao tornar à casa, quando
erguia a aldrava, o coração lhe fala
— "Entra mais devagar..." Pára, hesitando...

Nisso nos gonzos range a velha porta,
ri-se, escancara-se. E ele vê na sala
a mulher como doida e a filha morta.


- Alberto de Oliveira - 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Treinos!

E os treinos continuam. Viajei para Salvador, semana passada. Passei 4 dias por lá. Fiquei na Barra. Na quarta-feira, corri da Barra à praia da Pituba; percurso de 14 Km ida e volta. Com efeito, Salvador é muito diferente do Recife. Malgrado a ciclovia, que começa no finalzinho da praia de Amaralina, correr por lá é complicado, ou melhor, correr pela orla de lá é complicado.
Ponto a favor: restaurante do Sesc, no centro histórico. Vale a pena conhecer. Fiquei impressionado com o templo da "Igreja Universal do Reino de Deus". Quem já viu, sabe do que estou falando ...
Não fiz longão no fim de semana. Corri terça-feira e hoje, pelo velho e batido percurso de Brennand (13,5 Km).
Vejam os detalhes dos treinos:

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domingo, 29 de agosto de 2010

Casa Forte - Praia do Paiva.

Hoje o grupo, ou seja, eu e George, correu 31 Km. De casa Forte à Praia do Paiva. Fomos conhecer a ponte. Conheço bem a região, tive casa em Enseada dos Corais por um tempo. Gostava muito da ponta do Xaréu. Infelizmente, afastei-me; acho que por conta da violência . . . É melhor passar um final de semana numa pousada qualquer . . .

Vi vários grupos de "bike" perto da ponte. Primeira parceria pública-privada do estado, com efeito, parece que ficou boa. Cobra-se pedágio. Tem ciclovia no entorno.

Os últimos "post" trata-se de poemas de Manuel Bandeira, um dos grandes poetas nascidos no Recife. Malgrado a turbeculose, morreu aos 82 anos.  Excelente biografia no link: http://www.releituras.com/mbandeira_bio.asp.

Vejam os detalhes do treino no connect:

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Porquinho-da-índia!

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

- Manuel Bandeira -

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Testamento!

        O que não tenho e desejo
        É que melhor me enriquece.
        Tive uns dinheiros — perdi-os...
        Tive amores — esqueci-os.
        Mas no maior desespero
        Rezei: ganhei essa prece.

        Vi terras da minha terra.
        Por outras terras andei.
        Mas o que ficou marcado
        No meu olhar fatigado,
        Foram terras que inventei.

        Gosto muito de crianças:
        Não tive um filho de meu.
        Um filho!... Não foi de jeito...
        Mas trago dentro do peito
        Meu filho que não nasceu.

        Criou-me, desde eu menino
        Para arquiteto meu pai.
        Foi-se-me um dia a saúde...
        Fiz-me arquiteto? Não pude!
        Sou poeta menor, perdoai!

        Não faço versos de guerra.
        Não faço porque não sei.
        Mas num torpedo-suicida
        Darei de bom grado a vida
        Na luta em que não lutei!
        - Manuel Bandeira -
        (29 de janeiro de 1943)