E o trânsito continua infernal. E escutei o que não queria: indo para o trabalho, ao cruzar uma ruazinha entre a Zé Maria e a Teles Júnior, tive que parar o carro para não colidir com um Fiat Pálio, dirigido por uma fedelha de mais ou menos uns 18 anos, que vinha em alta velocidade em sentido contrário. Não me contive: __ está fazendo merda!? Pelo que ela me respondeu: __ Vá tomar no cú. Entupi-me.
E é assim. Acho que é a criação. Hoje em dia, impera a cultura do “levar vantagem em tudo”, até nas mínimas coisas: ora, é uma desonra, uma humilhação ter que diminuir a velocidade de um carro, se o outro pode fazê-lo.
Mas deixei de discutir no trânsito. O episódio foi um descuido. Sabe-se lá quem está do outro lado. O sujeito pode ter descoberto que está sendo traído pela mulher, com o seu melhor amigo (isso é muito relevante), que sua filha é lésbica, que seu filho é fanta, que sua empresa foi assaltada e que está com um câncer . . .
E numa briga dessas, o sujeito apresentou-se: __Sou advogado, meu senhor! No que o outro retrucou: __ Problema seu que não conseguiu fazer um curso decente.
E uma blogueira adotou como meta se dar bem com o marido. E para isso há que se estabelecer meta? Daqui a uns dias vai ter “neguinho” estabelecendo meta até para cagar: come-se quatro bagos de jaca, três pedacinhos de mamão, três ameixas dormidas, dois activia da “Danone”, deita-se de pernas pra cima, solta-se uns punzinhos até baforar o ambiente, depois se caga.
E esse papo está “coprofecal”. Mas com efeito cagar é um dos sintomas da felicidade. E tinha um Médico, com consultório ao lado do hospital da Restauração, que era conhecido por Dr. Cocô: bastava uma olhadinha (e uma “cheiradinha”), e já arrotava o diagnóstico.
E, por fim, os treinos continuam. Vejam os links abaixo. Amanhã, corro mais de trinta quilômetros. Acho que é o último longão desse naipe antes da Maratona de São Paulo, dia 02 de maio.
As coisas não acontecem por acaso. Até os efeitos dos remédios. Principalmente dos suplementos. Causa-me estranheza os regimes alimentares mirabolantes: aqueles que prometem emagrecimento em uma semana, ou coisas do gênero.
O meu corpo é o meu laboratório. Albendazol é um velho conhecido: visita-me, regularmente, a cada seis meses, durante cinco dias, a contragosto dos helmintos e da malfadada Giárdia, que insistem em conviver comigo. A droga, ao revés, é de efeito imediato.
De mediato, ácido alfa-lipóico, coenzima Q10, Vitaminas C e E. Além da Ciwujia e do BCAA.
No final do ano passado, à conta de lesão na panturrilha, a frequência cardíaca nas alturas. Hoje, mesmo com excesso de peso (não deixo a musculação), está se conformando na casa dos 80% da máxima. Vejam o relatório do último treino (15Km):
E nesse final de semana virei bicho do mato. Saí do Km 12 de Aldeia, chácara da Ana Beatriz, peguei a PE 27, enveredei no mato (trilha), saí em Guadalarrara, peguei a BR 408, entrei em terras da Usina Petribu (estrada canavieira), parei ao pé de uma ladeira, já dentro das últimas reservas de mata atlântica, em Aldeia.
Foram 32 KM. Tinha planejado correr 26. Acontece que estava muito bem antes dos 20; frequência abaixo dos 150 bpm, que decidi ir até a Acerolândia, em Guadalarrara. Pois bem, o sol escaldante, duas ladeiras sem fim, a falta d'água (corro apenas com uma garrafinha, na mão), minou a minha resistência. Nunca senti tanta sede. O pior: faltavam ainda 6 Km até a Chácara, quando parei ao pé da ladeira. Foi uma caminhada infernal (literalmente, haja vista o calor).
Escutei pela primeira vez o mestre George, incansável companheiro de corridas, lamentar-se: o que estou fazendo no meio do mato? Poderia estar em casa, com os meus filhos, assistindo tv. Não posso negar que pensei a mesma coisa.
O treino desse fim de semana, com efeito, foi terrível. Ao final do domingo, entretanto, já conjecturava correr todo o percurso, ou seja, 38 km, com apoio, é claro.
Infelizmente, não levei a máquina fotográfica. Paisagens belíssimas.
E fui ao lançamento do livro de poesias da neta de Joaquina, colega da Receita. Fiquei impressionado com a desenvoltura da menina. Encontrei colegas que havia muito tempo não os via. Gostei muito. Esse “negócio” de correr deixa a pessoa meio “bicho do mato”. É fato. Tudo na vida tem um preço . . .
Vejam a foto: Zé Maria, grande leitor de Dostoiévski, além de Presidente do nosso Sindicato; sua esposa Lucinha, colega da Delegacia de Julgamento; Eu; Renata Aragão, colega da Superintendência; Luis Marcos __ budista que o tempo insiste em olvidar __, colega aposentado; e Fátima Tartareli, colega da Delegacia de Julgamento.
E os treinos continuam. Estou conseguindo baixar a freqüência cardíaca. Do cotejo com os treinos do ano passado, entretanto, verifiquei que não atingi, ainda, o patamar de condicionamento que alcancei antes da última maratona de São Paulo. Insisto, não adianta treinar com freqüência alta.
De maneira que, quando não há condicionamento (potência), não adianta insistir, pois que a “bomba” pode danificar.
Recentemente, lendo o blog de uma capixaba, acho que é o seguinte: www.futuramaratonista.blogspot.com, vi que a blogueira tá treinando tiros em que a sua freqüência ultrapassa os 220 bpm, malgrado ser iniciante em corridas. Loucura! Ela está fazendo um mal enorme a sua saúde. Tentei deixar um comentário, mas não consegui. O interessante é que o seu treinador a elogiou bastante pela façanha.
Não levo ao pé da letra nada do que leio. Aprendi isso com a professora de TGE, no curso de Direito. Não obstante, li uma reportagem na Sport Life __ revistinha, inclusive, muito vagabunda __ que acho muito convincente, ei-la:
A IMPORTÂNCIA DA TAXA DE RECUPERAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA. A recuperação da freqüência cardíaca é um bom indicativo de se o coração consegue se recobrar do esforço, da sua aptidão aeróbia e de se está treinando corretamente ou expondo o seu corpo a um estímulo maior do que ele é capaz de agüentar. Para saber a sua taxa de recuperação, basta medir os batimentos cardíacos logo após do treino e, novamente, 1 min depois. A diferença entre os dois valores é o índice de recuperação. Não há um número padrão que se possa considerar como referência, pois há corredores que têm a freqüência cardíaca máxima de 200 e outros, no mesmo ritmo, têm a máxima de 170.
Taxa de recuperação/Comentário 20 batimentos ou menos Você está treinando mais forte do que o corpo consegue assimilar ou estar em overtrainig 21 a 25 batimentos Baixo grau de assimilação do treino 26 a 30 batimentos Treinamento adequado Mais de 45 batimentos Aumente a intensidade de treino
Toda vez que ultrapasso o meu limite, a taxa de recuperação fica abaixo de vinte batimentos. É tiro e queda. Sugiro que façam esse teste. Pra não ficar só na palavra, essa fria unidade da língua escrita, seguem fotos do treino de domingo passado (eu e o mestre George):
Ufa! De volta ao blog, após três meses de ausência. Curei-me da maldita dor na panturrilha, que me acompanhava havia alguns meses. Já fiz a inscrição para a Maratona de São Paulo, dia 02 de maio.
E não esqueço a panturilha. Agora a da perna esquerda. É mole? Mesmo assim, corri meia maratona nos últimos dois domingos. É ter calma . . .e perder peso!
Falando sobre essência:
O AMOR NÃO ACABA, NÓS É QUE MUDAMOS Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba? O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos. Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito. O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaço enguanto for bem vindo.
Acho que a autora está mais ou menos certa. E que história é essa? Mais ou menos? Pois é. Mais ou menos. De maneira que estou “puto” com os petistas. São radicais, inflexíveis, donos da verdade, malgrado escrotos e ladrões. Não quer dizer que não vá votar na candidata do Lula: se ele escolher uma cachorra (animal irracional), voto nela.
Leiam o “caso dos exploradores de caverna”, e concordem comigo. A mim me basta a experiência de vida.
Seguem fotos dos incansáveis: eu e George. Ao fundo, a pista de Cooper da UFPE, donde partimos, algumas vezes, rumo ao “primeiro mundo” dos Brennand.