sábado, 14 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Espanto
Publico os gráficos das três últimas corridas. Ontem, sábado, corremos 25 Km: de Casa Forte até a Igrejinha de Piedade. O grupo de três estava completo: Eu, George e Milton.
Na volta, demos uma passadinha na barraca do açaí, perto do Othon.
Corri os 25 km com o tênis da adidas “supernova sequence”. Muito bom. Aconselho para quem tem pronação leve e pesa menos do que 75Kg.
Mudando de assunto, comprei um livrinho de Descartes, o grande filósofo criador da geometria analítica juntamente com Fermat, intitulado “As Paixões da Alma”. Nesse livrinho, Descartes estabelece estreita relação entre a anatomia e a filosofia, entre o corpo humano e o espírito, entre os diversos órgãos internos do corpo e a alma. Dessa relação, ele extrai conceitos interessantes que, para um leitor moderno, podem parecer bastante estranhos, tendo em vista o avanço da medicina e da psicologia. Vejam a explicação dele sobre o que é o “espanto”:
Essa surpresa tem tanto poder para fazer com que os espíritos, que estão localizados nas cavidades do cérebro, tomem seu curso para o local onde está a impressão do objeto admirado, que ela os impele às vezes todos para lá e os deixa de tal forma ocupados em conservar essa impressão que nenhum deles passa de lá para os músculos, nem mesmo que se desvia de algum modo das primeiras pegadas que seguiu no cérebro.
Isso faz com que o corpo inteiro permaneça imóvel como uma estátua e que só se possa perceber do objeto a primeira face que se apresentou e, por conseguinte, que não se possa adquirir dele um conhecimento mais específico. É isso que se denomina usualmente estar espantado. E o espanto é um excesso de admiração que só pode ser mau.

Na volta, demos uma passadinha na barraca do açaí, perto do Othon.
Corri os 25 km com o tênis da adidas “supernova sequence”. Muito bom. Aconselho para quem tem pronação leve e pesa menos do que 75Kg.
Mudando de assunto, comprei um livrinho de Descartes, o grande filósofo criador da geometria analítica juntamente com Fermat, intitulado “As Paixões da Alma”. Nesse livrinho, Descartes estabelece estreita relação entre a anatomia e a filosofia, entre o corpo humano e o espírito, entre os diversos órgãos internos do corpo e a alma. Dessa relação, ele extrai conceitos interessantes que, para um leitor moderno, podem parecer bastante estranhos, tendo em vista o avanço da medicina e da psicologia. Vejam a explicação dele sobre o que é o “espanto”:
Essa surpresa tem tanto poder para fazer com que os espíritos, que estão localizados nas cavidades do cérebro, tomem seu curso para o local onde está a impressão do objeto admirado, que ela os impele às vezes todos para lá e os deixa de tal forma ocupados em conservar essa impressão que nenhum deles passa de lá para os músculos, nem mesmo que se desvia de algum modo das primeiras pegadas que seguiu no cérebro.
Isso faz com que o corpo inteiro permaneça imóvel como uma estátua e que só se possa perceber do objeto a primeira face que se apresentou e, por conseguinte, que não se possa adquirir dele um conhecimento mais específico. É isso que se denomina usualmente estar espantado. E o espanto é um excesso de admiração que só pode ser mau.



domingo, 1 de fevereiro de 2009
Hoje corri 21 Km, em Aldeia. O último dos moicanos, George, também correu. Foto na saída (com caras de sono) e na chegada. O tempo ajudou, mas não é fácil; como disse alhures, parece que estamos sempre subindo. Segue Schopenhauer:
Um ponto importante da sabedoria da vida consiste na proporção correta com a qual dedicamos nossa atenção em parte ao presente, em parte ao futuro, para que um não estrague o outro. Muitos vivem em demasia no presente: são os levianos, outros vivem em demasia no futuro: são os medrosos e os preocupados.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
solidão
Hoje corri 15 km. Milton e George também correram. Publico o gráfico. Cito, mais uma vez, Schoppenhauer:
O que faz os homens seres sociáveis é a sua incapacidade de suportar a solidão e, nesta, a si mesmos. Vazio interior e fastio: eis o que os impele tanto para a sociedade quanto para os lugares exóticos e as viagens.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Três últimas corridas
Volto a "bloggar". Depois de uma semana incomum, volto ao ritmo normal. Seguem os gráficos das três últimas corridas. Não fiz longão no sábado. Mais uma de Schopenhauer:
Os únicos males futuros que encontram justificativa para nos inquietar são aqueles cuja aparição e o momento da aparição são certos. Mas esses são muito poucos, pois os males ou são meramente possíveis, quando muito verossímeis, ou são certos, mas seu momento de aparição é completamente incerto. Ora, se nos deixarmos enredar por essas duas espécies, então não teremos mais nenhum instante de paz. Portanto, para não perdermos a tranquilidade de nossa vida em virtude de males incertos ou indeterminados, temos de nos acostumar a ver os primeiros como se nunca fossem chegar, os outros, como se certamente não fossem chegar tão depressa.
Os únicos males futuros que encontram justificativa para nos inquietar são aqueles cuja aparição e o momento da aparição são certos. Mas esses são muito poucos, pois os males ou são meramente possíveis, quando muito verossímeis, ou são certos, mas seu momento de aparição é completamente incerto. Ora, se nos deixarmos enredar por essas duas espécies, então não teremos mais nenhum instante de paz. Portanto, para não perdermos a tranquilidade de nossa vida em virtude de males incertos ou indeterminados, temos de nos acostumar a ver os primeiros como se nunca fossem chegar, os outros, como se certamente não fossem chegar tão depressa.


domingo, 18 de janeiro de 2009
Corrida turística
Eu e George corremos, ontem, 23KM, de Casa Forte a Piedade. Levei a máquina fotográfica. Registrei a saída, centro do Recife, Marco Zero e Igrejinha de Piedade. Vale destacar, fizemos de barco a travessia do Marco Zero ao "Bilolão" de Brennand. De fato, o Recife é muito bonito...
E continua Schopenhauer:Se quisermos avaliar a situação de uma pessoa pela sua felicidade, deve-se perguntar não por aquilo que a diverte, mas pelo que a aflige. Quanto mais insignificante for aquilo que, tomado em si mesmo, a aflige, tanto mais ela é feliz.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Corrida Filosófica
Hoje corremos 15 km, eu e George. Mudamos o percurso: saímos da Plataforma, passamos pelo cemitério, bar da tripa, escola tácnica, Br 101, Br 232, mata Brennand, Várzea e Plataforma. Na chegada encontramos Ramodrigo, que me alertou que o nome do filósofo não era Shopenhauer, mas sim Schopenhauer. De fato, suprimi o "c" no post intitulado amostração.
Conversa vai conversa vem, descobri que Ramodrigo já conhecia o filósofo, inclusive já teria lido alguns dos seus livros, não conhecia, no entanto, "O mundo como vontade e representação".
Comentou também sobre a obra de empirista John Locke: "Ensaio sobre o entendimento Humano". Grata surpresa.
Seguem o gráfico e a foto na chegada, com Ramodrigo.
Mostrar cólera e ódio nas palavras ou no semblante é inútil, perigoso, imprudente, ridículo e comum. Nunca se deve revelar cólera ou ódio a não ser por atos; e estes podem ser praticados tanto mais perfeitamente quanto mais perfeitamente tivermos evitado os primeiros. Apenas animais de sangue frio são venenosos. (Arthur Schopenhauer)
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